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Tome nota desse ano

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Odeio o clichê de dizer que um ano foi de “mudanças, descobertas e decisões”. Mas qual ano que não é? Falem o que quiser, mas não há um ano que passe sem que aprendamos algo que levaremos sempre. Seria feio da minha parte, portanto, dizer que não aprendi nada em 2010 só porque ele não foi o mais movimentado dos anos. Eu aprendi, apesar de não ter sido nada tão escrachado e claro pra mim. O que deixou tudo mais evidente foi comparar o final desse ano, com o final do último. Em 2009 eu era mais infantil, mais afobada, escutava menos, falava demais, falava sem pensar e quando pensava, não falava muitas coisas que prestassem. Durante 2010 foram acontecendo coisas que fizeram com que isso fosse mudando, e agora eu sei que tô menos afobada e penso muito mais antes de falar ou agir. E sou mais madura, conforme a idade e a responsabilidade já vão pedindo. Apesar disso, nem sempre os pensamentos estão certos, muito menos as falas e as atitudes, mas já é um começo. Ter atitudes melhores fica como mais uma das metas pra 2011, que já conta com: Passar no vestibular, não ficar de recuperação no colégio e cuidar mais do blog. É, assim bem básico mesmo.

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Meu eterno amor

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Meu eterno amor

Você não vale nada, mas eu gosto de você. E eu sei porquê. Porque você me proporciona domingos como esse, gritos e choros como os de hoje, palavrões como os de hoje. É porque eu te amo, meu amor. É porque meu sangue leva você, minha vida é marcada por ti e eu sou feliz por você ter me escolhido. Sim, você quem me escolheu, é uma honra poder fazer parte da tua história, como tu faz parte da minha.
Hoje, meu amor, você foi consagrado. Uma consagração que começou há um ano, quando foi pra guerra ferido, machucado, sofrido… e ganhou. Você se recuperou, cresceu, voltou mais forte que nunca, calando todos e me enchendo de orgulho. A última batalha, hoje, 5/12, você venceu. Venceu da forma que só você sabe, me fazendo sofrer, me fazendo contar os segundos até ouvir o apito final e ver a festa que eu tanto esperei. Foi difícil, claro, mas valeu a pena. Até porque, se não for sofrido, não é Fluminense.

(…) pois quem espera sempre alcança. Clube que orgulha o Brasil, retumbante de glórias e vitórias mil!

Eu te amo, Fluminense Football Club. E é assim até o dia em que eu morrer. :)

FFC – Tricampeão 70/84/2010.

Déficit de atenção

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Nunca me acostumei com o “estar feliz”. Fiz com que o “estar triste” fosse uma constante na minha vida, simples assim.
Eu sei lidar melhor com a dor, eu me saio melhor nas situações que exigem meu desdobramento para mudarem. Não é que eu goste da dor, eu simplesmente sei lidar melhor com ela. Falo melhor, argumento melhor, convenço melhor. O que é o total oposto de quando eu estou feliz. Quando é assim, eu fico efusiva, eufórica e querendo contar tudo para todo mundo. Isso deve incomodar de alguma forma, então eu procuro um jeito de me chatear. Procuro, escavo, induzo e faço de tudo pra fechar a cara. E consigo. Mesmo que inconscientemente, coloco outras pessoas no meio e pronto: tá armado o circo. Irritação, cara fechada e um jeito de acabar com aquilo (pra depois começar de novo, óbvio). Não gosto de ser assim, curto mais a ideia de ser normal, gostar de estar feliz e não ter preocupação. Mas é mais forte que eu! Isso pode ser resultado da carência também. Atenção, é isso que eu procuro, na verdade. Quando se está feliz, a atenção é sempre de outra pessoa que está triste, a prioridade é fazer com que deixe ela melhor, e quem está feliz vira coadjuvante na história toda. Não é ciúme, é querer um pouquinho da atenção. Mas, apesar disso, eu odeio que fiquem tentando me melhorar, quando não têm poder pra isso. E, que fique claro, não sou eu que escolho quem consegue. As pessoas simplesmente conseguem. E dá pra contar nos dedos de uma mão quantas são as pessoas com quem eu desabafo, porque eu odeio ser o centro das atenções. Só gosto de um pouquinho.
Enfim, talvez um dia eu pare com isso e faça de tudo para permanecer bem – minha pele agradece e as pessoas ao meu redor também.