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Arquivo do mês: maio 2013

Mudou o dígito

Publicado em

Bolinho que eu não terei hahaha

Hoje eu acordei com 20 anos, e nos poucos 10 minutos que eu tinha antes de levantar correndo pra pegar o ônibus (das cinco da manhã), fiquei pensando no meu último ano. E principalmente, refleti sobre o que eu lembrava dos últimos 20.
No último ano, eu aprendi a falar menos, contradizendo tudo que eu fiz a vida inteira: falar. Muito. Sempre. Emitir opinião sobre todo e qualquer assunto. Sabe jornalista que sabe falar de tudo, mas no fundo não sabe nada? Então, nos últimos meses eu me permiti focar em aprender, principalmente sobre pessoas.
Agora eu as observo, analiso e consigo compreender certas atitudes que antes eu somente julgava sob a minhas ideias, desconsiderando as outras. Com isso, estranhamente, eu passei a identificar certas atitudes e às vezes, não inexistindo o equívoco, consigo saber se uma pessoa está sendo forçada, falsa ou verdadeira comigo.
E que maravilha foi isso. Passei a priorizar quem era realmente importante, quem se importava comigo e quem me ajudava nos momentos necessários. Isso fez com que eu me tornasse mais calma, tranquila e segura. Não busco todas as qualidades em um amigo só, eu busco (e tenho) vários amigos com diversas qualidades. Eu sei pra quem ligar às quatro da manhã, eu sei quem convidar pra sair comigo pra Lapa, eu sei quem vai me ajudar em momentos que os sentidos se perdem (quase literalmente, mas aí é outra história) e eu aprendi a valorizá-los melhor. Eba!
Levando pra outro ponto da minha vida, na transição do dígito eu tracei metas. Eu sei o que eu quero, sei como eu faço pra conseguir e o principal: corro atrás. Entrei na faculdade, consegui um estágio, completei três anos (e meio!) de namoro, parei de brigar com meus pais, consegui maior autonomia em diversos aspectos e, ufa, comecei a definir quem eu realmente sou. Na adolescência você é um misto de coisas que ditam ser legais, faz mil coisas que dizem que devem ser feitas e a partir daí você vai filtrando, não é? Até essa fase passar, demora e rola uma piração. Mas passou, agora eu sou um misto de coisas que eu acho  legais, não que me dizem ser. Faço coisas que eu acho legais, e que nem todo mundo faz. Almejo coisas que eu acho dignas, mas algumas pessoas torcem o nariz.
Daqui mais 10 anos eu posso escrever dizendo que aos 20 fiz as piores decisões, mas agora eu afirmo que o último ano foi decisivo pra eu saber quem eu realmente sou. Mas não importa se eu tenho 19, 20 ou 30 anos: eu sempre vou buscar uma forma de ser uma pessoa melhor. E só é possível ser uma pessoa melhor, se eu sei os defeitos e as qualidades que existem na “pessoa atual”.
Que venha a maioridade mundial, que venha o mundo todinho.
Parabéns pra mim e pra todos os que me ajudaram construir meu “eu de 20 anos”.
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